Gigantesco hotel cassino, construído dois anos antes da proibição do jogo
Em geral, os mais luxuosos hotéis cassino estão longe de primar pelo bom gosto e o Quitandinha não é exceção. Inaugurado em 1944, mistura o estilo normando-francês da fachada, com o rococó hollywoodiano de seu interior. Em 1946, com a proibição do jogo, tentou sobreviver apenas da atividade hoteleira. Não deu certo por muito tempo. Seus 440 apartamentos começaram a ser vendidos em 1963. Transformou-se no clube mais caro da América Latina, mas não conseguiu se manter.
Atualmente, os apartamentos pertencem a particulares e a parte de baixo, com os salões onde funcionava o cassino, está sob os cuidados do SESC, que permite visitas mediante pagamento de ingresso. Vale a pena reservar um tempinho de sua visita a Petrópolis, para conhecer esse lugar.
O Antigo Salão Azul, onde funcionava o cassino
A diversão dos turistas, no Antigo Salão Azul, é bater palma para verificar quantas vezes o som ecoa. Em determinados pontos, até 14 vezes. Essa cúpula gigantesca tem 16 metros de altura e 51 de diâmetro.
O chão é um espelho, mas os turistas não precisam usar pantufas
No mesmo salão, um biombo floridíssimo fere a vista
E, do outro lado, mais ânforas, pedras e madeiras nobres
Ao que tudo indica, a decoração do Quitandinha baseou-se na ideia de "Se for ou parecer caro, temos que usar".
Esta gaiolinha abrigava plantas e aves brasileiras
A fonte onde os frequentadores jogavam moedas
A Sala dos Correspondentes, um lugar quase sóbrio
Há muito mais para se ver no Quitandinha e nenhuma das fotos chega a dar ideia das gigantescas dimensões da suas salas, a maioria com mais de 10 metros de altura. Não coloquei aqui, por exemplo, o teatro, a piscina aquecida em forma de piano, onde muitos jogadores bêbados se afogaram, nem o salão onde os pais podiam deixar os filhos com babás e ir jogar sossegados. Meu ambiente favorito é a Sala dos Correspondentes, destinada aos jornalistas que cobriam os eventos do hotel.


















